2006-02-20

A porta dos silêncios



Nesta porta dos silêncios, onde entrei,
de maravilha em maravilha fui passando
e, quando o tempo, a pouco e pouco foi parando,
cegou-me a luz, pesou-me o corpo,
regressei.

Talvez mais tarde, na quietude da alvorada
do justo dia,
da precisa madrugada
em que no céu, se recortar a sombra esguia
do peregrino, percorrendo a mesma estrada,
as aves romperão em alegria
pela porta, novamente franqueada.

Imagem: Catedral

2 Comments:

Blogger wind said...

Lindo conjunto poema/foto.

11:22 da manhã  
Blogger OrCa said...

A propósito de portas e de silêncios, que nos gritam, por vezes, estridências, faço um convite para um "saltinho" ali aos Sete Mares, para uma devida, mas modesta homenagem.

um abraço.

10:38 da tarde  

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