2006-02-10

Naquele dia



Naquele dia, um vendaval opôs-se ao mar,
vindo da terra, ventre quente, alvoroçado,
cobriu de areia rochas vivas e destroços,
e o ar incandesceu, iluminado.

Naquele dia, o mar cegou de luz,
quando, hialino, se ergueu na sua cava,
porque um vento requeimado dispersou
as ondas, desfeitas em chama brava.

E por isso, o sol esplendia em cada gota,
e cada gota, envaidecida, rebrilhava...

2 Comments:

Blogger wind said...

Belo post:) Perfeita combinação poema/imagem.

2:30 da tarde  
Blogger paper life said...

Onde andou este Senhor escondido?

:)

Uma delícia!

7:48 da tarde  

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