A criação deste blog, foi o acto desinteressado do amigo Ognid, em apoio à edição do meu livro de poesia. Na falta de um editor/distribuidor que não mendiguei, e, sem a benção de qualquer papa ou bonzo cultural (deveria dizer agente), de que talvez não fosse sequer merecedor, este projecto era menos que uma utopia.
Não frequento salões literários, (nem casas de putas, diria a má língua) e, por isso, o mundo dos blogues foi para mim uma descoberta fascinante de gente viva que partilha humores, sensibilidades e afectos, sobrevivendo assim ao chiqueiro sócio-cultural em que se transformou a nossa terra.
O blog "Poesia de Manuel Filipe" é contudo limitado no tempo, e, brevemente, desaparecerá.
Evidentemente que as afinidades criadas, propiciam encontros, jantares e convívios poéticos, mas a esses sou avesso, por defeito e por feitio. O acto de criação, ou o desfrute do poema, é um estado de alma profundamente solitário, em que cada um se confronta com os próprios e alheios fantasmas, numa atitude de deslumbramento, gozo ou terror, mas nunca de comemoração. O resto são patuscadas saudáveis, de amigos que se estimam.
Na minha passagem por este universo, quero deixar um obrigado pelas palavras (sempre as palavras...) que me dedicaram o infatigável
Ognid, a
Lmatta, a
Lique, a
Encandescente, o
OrCa, a
Wind,
Adesenhar,
Paperlife,
Tecum,
Maria Papoila e outros, tantos que não caberiam nestas curtas linhas, mas que partilham a mesma alegria inconformada.
A aventura custou-me alguns dias de trabalho e o subsídio de Natal, mas para que serve este, senão para dar prendas à Família?
Em breve a Poesia e as Artes em geral, irão florescer sob o olhar cândido do Guarda Aníbal, (não esqueci que Maria é poetisa...) e, por isso, este blog vai-se autodestruir em grande espectáculo pirotécnico, na dia da sua presidencial tomada de posse, festejando, ao contrário das previsões dos climatologistas, o advento da Nova Glaciação.
Se mais tarde, alguém me quiser encontrar, estarei provávelmente a divagar nas naves da
Catedral, ou, quiçá,
Em Linha Recta...
Até um dia destes
Manuel Filipe